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"Parece tecido,
mas é tudo terra"

"Parece tecido,
mas é tudo terra..."

Defluxo investiga as relações entre território, memória e pertencimento por meio do uso da terra como matéria artística e simbólica. A proposta parte da compreensão de que o solo guarda marcas da experiência humana, da paisagem, dos deslocamentos e das identidades, tornando-se suporte de narrativas individuais e coletivas. Defluxo é uma pesquisa pelo território, mapeamento de localidades identificadas por sua origem e vinculadas a histórias, lembranças ou experiências relacionadas ao território. Partindo da terra chegando até a cerâmica,

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Ana Luiza Tepedino

"Por onde passo trago comigo um punhado de terra, pedacinho de chão. Gosto de olhar de perto, sentir o cheiro. É com barro do chão que modelo meus dizeres. Assim faço desde menina. Quando conheci Paraty já entendia terra como acolhimento. É nessa terra que amadureci minha investigação e desenvolvi meu processo artístico. 

Escolhi cuidadosamente quatro lugares com base nos afetos trocados entre terra e gente por esses anos de convivência. A voz genuína cheia de histórias de quem vive em comunhão com a terra, que sinto urgência em registrar. Se trata de punhados de terra do quintal de guardiões desse território"

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